O XIV Congresso do Centro de Estudos da Imaginária Devocional Brasileira, em 2026, será realizado na cidade de Vitória, Espírito Santo. Vale salientar que a escolha dessa cidade se deu pelos associados, reunidos em assembleia na cidade de Penedo/AL, em outubro de 2024, por ocasião do XIII Congresso Internacional da Escultura Devocional.
O Espírito Santo já recebeu o Ceib no ano de 2007, ao sediar o V Congresso Internacional. Assim, quase vinte anos depois, será um retorno a um estado que contém patrimônio edificado e artístico riquíssimo, relacionado, principalmente, aos jesuítas e franciscanos, além de agremiações religiosas leigas, por meio de suas irmandades e ordens terceiras. Trata-se de uma região onde a presença de portugueses, africanos e indígenas moldaram seu perfil cultural, enriquecido posteriormente pela presença de imigrantes italianos e alemães.
Considerando a comemoração da criação dos trinta anos do Ceib, é imprescindível nesse evento homenagear as fundadoras presidentes de honra da instituição, as longevas professoras, Myriam Ribeiro e Beatriz Coelho, por tão brilhante iniciativa em prol da pesquisa da escultura devocional, que é sem dúvida a maior expressão de nossa cultura nos séculos XVI, XVII , XVIII e XIX, cujo saberes tradicionais permanecem em prática até os dias de hoje entre os mestres santeiros contemporâneos.
Durante esses trinta anos sempre houve estreita ligação com universidades brasileiras e estrangeiras, mas, também, concedendo espaço para profissionais que se beneficiam dos conhecimentos produzidos, seja em empresas privadas ou instituições públicas de preservação, promovendo o diálogo voltado ao crescimento da pesquisa e promoção do rico patrimônio brasileiro.
Considera-se que a realização deste congresso é de fundamental importância, por se tratar de um evento comemorativo dos trinta anos do Ceib, que se pretende ser de grande porte e especial impacto, ao reunir tanto as fundadoras do Ceib, pesquisadores experientes e presenças constantes nas atividades desenvolvidas desde sua criação, mas, também, jovens profissionais que vêem no estudo as bases lógicas, sociais e históricas que fundamentam o “conhecer para preservar” a imaginária devocional brasileira.
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